Sugestões para o Halloween 2026 – Streaming.

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Chegámos às sugestões para o Halloween 2026, quando o cinema de terror volta a estar em alta pelo segundo ano consecutivo. É certo que ainda não tivemos obras-primas como “Sinners” ou “Weapons“, mas filmes como “The Bride” ou “Obsession“não lhes ficam muito atrás. Mas isso é conversa para o balanço de fim de ano, uma vez que nem todos os filmes estão já disponíveis no streaming, que é o nosso foco aqui. Assim sendo, aqui fica a minha selecção de filmes e série disponíveis nas diversas plataformas a tempo do Halloween 2026. Podem ver as nossas sugestões de anos anteriores aqui, mas é provável que alguns títulos já não estejam disponíveis.

Sugestões para o Halloween 2026 por serviço de streaming.



“Undertone“

Halloween 2026 - Undertone

Abrimos as hostilidades com “Undertone”, primeira aposta muito bem sucedida da A24 para 2026 (que mais recentemente ainda nos trouxe “Backrooms“). “Undertone”, realizado por Ian Tuarson é um filme completo, ou seja, a sua eficácia depende da forma como são usadas as suas diferentes competências. E, se por causa da sua storyline, já sabemos que o som é um elemento importante na narrativa, é com a sua meticulosa fotografia que o filme mais impressiona e assusta. É essa dicotomia que cria um clima tenso e provocatório, em crescendo durante todo o filme.

A estória não é a mais original, pelo contrário. O filme move-se por terrenos familiares, e até estica um pouco a corda a espaços, mas a forma como é filmado e sonorizado envolve-nos e praticamente nos obriga a suspender a descrença. E volto a falar da fotografia porque foi o que mais me surpreendeu na primeira visualização. Os posicionamentos da câmara, com ou sem movimento mais ou menos subtil, aproxima a ameaça que o som mantém à distância, e tira-nos todo o conforto. O melhor elogio que posso fazer a “Undertone” é que conseguiu fazer uma coisa muito difícil: arrepiar-me. E mais difícil ainda: aconteceu nas duas vezes em que o vi.

Classificação: ★★★★★

“28 Years Later: The Bone Temple“

Halloween 2026 - 28 Years Later: The Bone Temple

Um dos títulos mais aguardados do ano era este “28 Years Later: The Bone Temple”, volume do meio da nova trilogia idealizada por Alex Garland e Danny Boyle, da saga iniciada com “28 Days Later” e “28 Weeks Later“. Aqui, Boyle passa a cadeira de realizador(a) para o rabo de Nia DaCosta, continuando como produtor, naquele que é o mais fracturante (ou talvez não) filme da saga. A crítica mais ouvida o ano passado sobre “28 Years Later” apontava ao seu final, com a introdução de um grupo de personagens ‘peculiar’, e que parecia não se enquadrar no espírito da saga. Ora, é precisamente aqui que se centra este novo volume.

Percebe-se o que Alex Garland pretende, juntar à analogia ao Brexit a analogia aos grupos e aos cultos extremistas que cada vez mais vão populando a sociedade e as redes sociais. E se a principio se estranha que os zombies passem para segundo plano, vai-se entranhando a relação entre o grupo e os personagens que vinham do volume anterior. É essa aliás a força do filme, que culmina numa sequência genial ao som de “The Number Of The Beast” dos Iron Maiden. Ralph Fiennes está assombroso e Alfie Williams confirma a boa prestação do filme anterior.

A boa e a má notícia é que o filme não parece tão incompleto quanto o seu antecessor, mas infelizmente fechou algumas portas entreabertas que eu gostaria de ver escancaradas no volume final da trilogia. A relação entre Dr. Kelson e Samson pareceu-me ficar incompleta e inconsequente, e a revelação final, de um regresso esperado à saga, deixa difícil antever o que poderemos esperar no próximo. Mas Garland não costuma desiludir e temos de esperar para ver.

Classificação: ★★★★★

“Evil Dead Burn“

Halloween 2026 - Evil Dead Burn

Recentemente adicionado ao catálogo da Netflix, mesmo a tempo do Halloween 2026, este filme estreado há poucos meses não pretende ser mais do que puro entretenimento. Nada aqui é novo e, se soubermos ao que vamos, só temos de desfrutar da viagem. Sébastien Vanicek assume agora o comando, depois de Fede Alvarez e Lee Cronin continuarem a saga de culto criada por Sam Raimi. Não há inovação a nível de história, nem personagens que nos marquem. O propósito da saga actualmente é a mise en scéne de situações o mais macabras, violentas e sanguinárias possível.

E o objectivo é conseguido. “Evil Dead Burn” é desconfortável e incomodativo na sua agressividade visual e profanidade latente. O espírito da saga mantém-se vivo, embora tenha perdido algum do seu pedigree ao tornar-se mainstream. Faz-lhe alguma falta também o humor de Raimi em “Evil Dead 2” e “Army Of Darkness“. Esta nova trilogia assenta mais na crueza do filme original, e tenta levar-se, talvez um pouco mais do que devia, a sério.

Classificação: ★★★½★


HBO Max Logo

“Crystal Lake“

Halloween 2026 - Crystal Lake

Uma boa surpresa da A24, acabada de chegar para o Halloween 2026. “Crystal Lake” é a prequela de uma das maiores sagas de terror que o cinema já nos deu, senão a maior. E é também um aprofundar da origem de um dos seus maiores icons: Jason Voorhees. Ora, como qualquer fã de “Scream” sabe, em “Friday The 13th” a assassina de adolescentes com cio é Pamela Voorhess, a vingar a morte do filho, que regressa para assumir a matança a partir do segundo filme. É portanto nela que se centra esta prequela com uma enorme interpretação de Linda Cardellini.

E “Crystal Lake” é tudo aquilo que um fã da saga original poderia esperar. O tom e a estética estão lá, a mitologia também. É certo que alguns efeitos estão mais aprimorados e actuais (embora nem sempre mais realistas que os efeitos práticos dos filmes originais) e as mortes são muito mais intensas e gráficas do que seria de esperar numa série de tv (se é que o streaming ainda pode ser chamado assim). Mas importa referir o mais importante, a estória. E se a série se mantém fiel à origem de Jason (ou àquilo que sabíamos dela), toma algumas liberdades criativas no que diz respeito ao passado, antes de chegarem a Crystal Lake.

E é aqui que a série se põe em bicos de pés e tenta ser aquilo que Sexta-feira 13 nunca foi, um misto de policial com ficção-cientifica, que de certa forma distrai daquilo que os fãs mais querem: carnificina. Entende-se a opção de tornar a mitologia mais complexa e isso até resulta em dar mais profundidade às personagens que até agora eram pouco mais que bidimensionais. Mas é também nessa parte que se sente uma quebra de ritmo e de intensidade que prejudica um pouco o resultado final. Uma última nota para a forma como, logo desde o inicio, a série consegue fazer-nos sentir uma enorme e inesperada empatia por Jason.

Classificação: ★★★★★

“They Will Kill You“

Halloween - They Will Kill You

Seguimos para outro filme de 2026, que é um enorme divertimento. “They Will Kill You” é um filme que começa como um drama familiar mas, à medida que a narrativa avança e as mortes começam a acontecer, se torna uma divertida comédia de terror. E, se geralmente as comédias de terror tendem a dar mais ênfase ao humor do que ao terror, aqui há um equilíbrio muito interessante em que parece que a parte do horror não sabe que está numa comédia. Convenhamos, este tipo de estória e aquilo que envolve só num caso ou outro pontual é que resulta se for levado a sério. Portanto a opção em ridicularizar, a espaços, a narrativa resulta muito bem.

Claro que ajuda ter actores do calibre de Patricia Arquette, Tom Felton, Heather Graham ou James Remar para dar credibilidade a esta macacada (no bom sentido). E o filme tem boas sequências de acção, com algumas mortes bem conseguidas do ponto de vista visual e narrativo. O problema é que, apesar de ser um tempo bem passado, “They Will Kill You” rapidamente se esquece depois do seu final. É uma boa sugestão para o Halloween 2026, mas não esperem um daqueles filmes que nos apetece rever todos os anos por esta altura.

Classificação: ★★★★★

“Lee Cronin’s the Mummy“

Halloween 2026 - Lee Cronin's The Mummy

Mais um filme deste ano a estar disponível no streaming a tempo do Halloween 2026, o que só prova que este, à semelhança do anterior, está a ser um grande ano para o género. E continuamos em terreno familiar, apesar de não tanto quanto o título sugere. A múmia deste título não se refere ao monstro clássico da Universal, nem às suas posteriores variações. O nome do realizador no título vem aliás marcar essa diferença, esta é a múmia de Lee Cronin, que vem carregadinha daquilo a que o autor já nos habituou: body horror violento e desconfortável.

E se a estória é interessante de acompanhar, o desaparecimento de uma criança que, ao voltar, vem bastante diferente sem que ninguém saiba o que lhe aconteceu entretanto, o resto é mais do mesmo. Sequências brutais e incomodativas, em que os momentos de antecipação são os verdadeiramente aterradores. Não inventa nada, em nenhuma das suas vertentes, mas traz a marca do seu autor, o que parece um contra-senso, mas confirma um principio artístico cada vez mais válido: ‘mais vale copiar bem do que inventar mal’.

Classificação: ★★★½★



“Carrie“

Halloween 2026 - Carrie

Já tinha saudades de ter uma série nova do Mike Flanagan para vos sugerir no Halloween. A última foi em 2023 para a Netflix e agora, com a mudança para o Prime Video, Flanagan volta a adaptar Stephen King (já o tinha feito com “Gerald’s Game“, “Doctor Sleep” e “The Life Of Chuck“). Infelizmente, este é dos trabalhos de Flanagan que menos me satisfez, embora isso seja relativo. Para começar, peço-lhes talvez que leiam a minha crítica a “Midnight Club“, porque um dos problemas maiores é comum às duas séries: ser sobre jovens adultos.

Depois, Flanagan faz aquilo que faz melhor, trazer para dentro da estória de um livro o restante universo do autor. Só que aqui a coisa não corre tão bem, uma vez que ao imiscuir Carrie noutros contextos, a personagem perde força, a estória fica confusa e aberta e perde-se o foco. E depois acontece isto, tem de se fazer mais temporadas que terão outros romances aplicados a Carrie, como “The Institute” e “The Shinning“. “Carrie” não precisava desta salgalhada, tinha força por si só e uma mini-série era suficiente para a explorar.

Ainda problemático para mim é o tom paternalista com que tudo é servido. Ao actualizar o tempo da estória, introduzimos formas de bullying e outros problemas do âmbito escolar americano, que não constavam no original, mas que não faziam falta. Ao actualizar, é impossível não moralizar. E, uma vez que se está a trabalhar para jovens adultos, então vamos moralizar à bruta. E isso também faz com que se estiquem demasiado alguns episódios e cenas que não tem assim tanta importância. Carrie podia ser uma minissérie fechada de 6 episódios

Por tudo isto, parece que Carrie é uma merda, só que não. Flanagan ainda é um dos melhores autores da actualidade que se sabe rodear das melhores pessoas para contar as suas estórias. E essa é a força aqui, as personagens, servidas na perfeição por actores que vêm de trabalhos anteriores com o realizador e outros que se estreiam no Flanaverse aqui. Essa mistura funciona muito bem em Carrie, com os conflitos geracionais centrais a serem bem trabalhados. E mesmo já conhecendo o final (que aqui tem um tom diferente, graças à expansão de que já falei), “Carrie” prende-nos até ao fim, mesmo que depois nos deixe o gostinho amargo de “devia ter acabado aqui”.

Classificação: ★★★★★

“Forgive Us All“

Halloween 2026 - Forgive Us All

Tem sido dificil encontrar no Prime boas sugestões para o Halloween 2026. Todos os filmes de terror bons já foram vistos e até recomendados em edições anteriores. Só que o catálogo é extenso e é preciso peneirar muita porcaria até aparecer algum filme que valha a pena recomendar. Neste caso, é um filme Neozelandês recente que é uma mistura de western com filme de canibais (que parecem zombies).

O resultado é um filme belíssimo de contemplar, com uma excelente fotografia e bons actores, com destaque para Richard Roxburgh e especialmente Lily Sullivan, que parece estar em todas (“Evil Dead Rise“,”Lee Cronin’s the Mummy”, que já vos recomendei acima). O problema é que este western pós-apocalíptico é um slow burner que demora um pouco a mostrar ao que vem, mas que quando engrena se torna um filme interessante de seguir, com uma interessante tensão e uns zombies / canibais com uma caracterização muito convincente. Não é um filme que vos vá marcar ou ficar na memória durante muito tempo, mas é uma sugestão interessante para o Halloween 2026.

Classificação: ★★★★★

“Heretic“

Halloween 2026 - Heretic

Uma aposta segura e que ainda não vos tinha sugerido é este “Heretic”, de 2024, que tem a particularidade de nos trazer Hugh Grant como nunca o tínhamos visto antes: calculista, demente, assustador. Só por si este filme já merece ser sugerido, mas a verdade é que como filme de terror é muito eficaz, apesar de previsível a espaços, mas que ainda consegue surpreender na parte final.

Além disso, os diálogos têm considerações poéticas e filosóficas sobre religião, arte e outros assuntos, que lhe dão alguma distinção e elegância, e são entregues com grande convicção por Grant. É tenso, perturbador e envolvente, com uma estória que não trará muito de novo, mas cuja execução meticulosa o atira para um filme de género acima da média, e uma excelente sugestão para o Halloween 2026.

Classificação: ★★★½★



“Primate“

Halloween 2026 - Primate

“Primate” foi um dos primeiros filmes a estrear em 2026, naquela altura em que pouca gente vai ao cinema depois das festas, e para a qual são relegados filmes que só pretendem encher calendário. Só que “Primate” nem é um mau filme e merecia ter tido um pouco mais de atenção. Não é que invente nada, a estória já foi muito batida e todo o filme é mais ou menos previsivel, mas a forma como está executado e o clima de tensão que eficazmente incute no espectador, torna-o um filme de género bastante competente e simpático.

Ajuda ter um sólido elenco, com destaque para o oscarizado Troy Kotsur, e boa mistura de efeitos práticos e digitais a ilustrar a furia de um chimpanzé com raiva, a destruir todos os que lhe aparecem à frente. Tem gore q.b., boas sequências de acção e uma direcção eficaz de Johannes Roberts, realizador com vasta obre pouco interessante e que aqui tem o seu filme mais bem classificado no IMDB. Recomendado para quem quer um filme com tensão, sustos e gore para o Halloween 2026.

Classificação: ★★★½★

“Bugonia“

Halloween 2026 - Bugonia

Esta é provavelmente a sugestão mais estranha que vos trago para o Halloween 2026. E, se há algo que
Yorgos Lanthimos faz bem é incutir estranheza e até desconforto no espectador. Esta estória de dois fanáticos por teorias da conspiração que raptam uma executiva porque acham que ela é uma extra-terrestre com um plano para destruir a terra, parece que tem tudo para ser uma banhada, não fossem Lanthimos, Emma Stone e Jesse Plemons meninos para tornar verosímil qualquer devaneio.

E o filme funciona exactamente por ser minimalista, claustrofóbico, tenso e não procurar ser muito mais do que isso. Até visualmente é o filme mais contido de Lanthimos, que aqui abdica das lentes ‘olho de peixe’ para contrapor a estória com algum realismo. Teve 4 nomeações para os óscares deste ano, incluindo melhor filme e melhor actriz, e é uma belíssima sugestão para quem gosta de sci-fi com molho.

Classificação: ★★★★★

“Cujo“

Halloween 2026 - Cujo

E o primeiro clássico que vos trago para este Halloween 2026 é “Cujo”, de 1983, baseado no romance de Stephen King sobre um São Bernardo que é mordido por um morcego e contrai raiva, acabando por atacar quem lhe aparece à frente. E quem lhe aparece é Dee Wallace, recém saída do mega sucesso de “E.T.“, e que aqui tem de proteger o filho do São Bernardo assassino. Foi, durante muito tempo, uma das melhores adaptações de King ao cinema, graças ao ambiente claustrofóbico e tensão constante que consegue transmitir. Hoje, está talvez um pouco datado, principalmente visualmente, mas o seu storytelling continua impecável.

Classificação: ★★★★★



“Send Help“

Halloween 2026 - Send Help

2026 marcou o regresso de Sam Raimi ao cinema de terror, com o tom cómico e banhos de sangue a que já nos habituou. “Send Help” é sobretudo uma divertida comédia negra com mais gore do que seria de esperar. Muito mais. Com um sólido elenco que se presta a tudo, este é daqueles filmes que se vê e revê com gosto, até porque a estória é boa e o storytelling de Raimi tem melhorado com o tempo. Não me vou alongar porque “Send Help” é daqueles filmes que quanto menos se souber melhor. Acaba por não ser mais do que bom divertimento, e por isso é uma sólida recomendação para o Halloween 2026.

Classificação: ★★★½★

“Ready Or Not“

Halloween 2026 - Ready Or Not

Sendo um fã de terror, é óbvio que já tinha ouvido falar de “Ready Or Not” de 2019, um filme muito apreciado por outros malucos como eu. Quando vi que “Ready Or Not 2” de 2026 já estava no streaming, pensei: não é tarde nem é cedo, vamos lá ver o primeiro. E percebi imediatamente o hype. “Ready Or Not”é uma deliciosa comédia familiar, em que estamos do lado da estranha que chega à família através do matrimónio. Aquilo que se desenvolve depois da boda, é uma caçada humana cheia de boas sequências, muito humor e um nível de gore que vai aumentando à medida que a fita (aqui se vê como sou antigo) avança.

O trunfo maior do filme é que tudo é feito com requinte, bom gosto e um refinado humor negro. Com um excelente elenco liderado pela australiana Samara Weaving (sobrinha de Hugo Weaving e cara chapada de Margot Robbie), que consegue tornar verosímil a mais bizarra das situações. A realização é eficaz e percebe-se que toma sempre as melhores opções, tendo em vista o resultado que pretende atingir (e que, como se verá mais à frente, é muito mais do que estamos à espera). Se não o viram, façam-vos um favor: saltem o trailer (é daqueles que mostra tudo) e carreguem no link imediatamente abaixo.

Classificação: ★★★★★

“Ready or Not 2: Here I Come“

Halloween 2026 - Ready Or Not 2

E, mal acabei “Ready Or Not”, aparece no ecrã a sequela acabadinha de estrear. Já não era cedo, mas resolvi avançar, o pior que podia acontecer era ser mais do mesmo, interromper e acabar no dia a seguir. Vi-o todo. E, meus amigos, é isto que uma sequela deve ser. Apesar dos 7 anos que separam os dois filmes, “Ready or Not 2: Here I Come” começa exactamente onde o primeiro acaba, sendo uma continuação directa e não um daqueles casos em que volta a acontecer tudo outra vez à mesma personagem. Logo aí começa por ser uma agradável surpresa e a sensação de que a sessão dupla foi uma excelente idéia.

Depois, o elenco é ainda mais numeroso e recheado de estrelas, começando logo com um maravilhoso cameo de David Cronenberg. Depois, algo que todas as sequelas de filmes de terror deviam fazer: acrescentar à mitologia, dar mais contexto e acrescentar características que lhes dêem profundidade. E aqui isso é feito de forma magistral. Há duas horas estávamos num casamento, agora estamos a lutar por algo muito, muito maior. E sempre com muito humor negro à mistura, tornando este díptico num divertimento em que não damos pelo tempo passar. Sim, tem mais violência, mais gore e mais confiança. Vão por mim, vejam-nos em sessão dupla neste Halloween 2026 e não se vão arrepender.

Classificação: ★★★★★



“Teenage Sex and Death at Camp Miasma“

Halloween 2026 - Teenage Sex and Death at Camp Miasma

Estreou nas salas há um mês, e chega à Filmin dia, 29 de Outubro, mesmo a tempo do Halloween 2026. Este é um caso interessante, pois eu vi-o quando estreou e… não gostei. E vocês perguntam: ‘como assim, não gostaste? Agora recomendas filmes que não gostas?’ Eu vou tentar explicar, não acho que “Teenage Sex and Death at Camp Miasma” seja um mau filme, mas a mim não me tocou nos sítios certos. Não é a primeira vez que me acontece, vi “American Beauty” no cinema e saí de lá a chorar o dinheiro que paguei. Comprei-o quando saiu em DVD e adoro-o desde então. Há filmes que nos apanham em dia não, só isso.

Foi o caso de “Teenage Sex and Death at Camp Miasma”, mas ficou-me a sensação que o problema foi meu e não do filme. Talvez eu não estivesse à espera do quão inventivo e provocatório o filme é, do quanto presta tributo a “Friday The 13th”, das inúmeras semelhanças com a génese da saga de Jason Voorhees e da forma como usa essa ligação em proveito próprio. Uma das coisas que fiz na altura foi gabar-lhe a coragem de desconstruir o género slasher, de o atacar de uma forma pouco habitual. E talvez tenha tenha sido isso que me impediu de desfrutar do filme de outra forma. A certeza é de que irei revê-lo em breve.

Até porque adoro a Gillian Anderson que aqui tem uma excelente e corajosa performance. O assassino tem uma aparência curiosa e inventiva, o filme tem gore q.b. (como podemos ver no poster), há um ritmo propositadamente pausado e envolvente e provavelmente é por isso que a grande maioria dos fãs do terror o tem elogiado efusivamente. E é por isso que, quando vocês o estiverem a ver na Filmin neste Halloween 2026, eu provavelmente estarei a fazer o mesmo.

Classificação: ★★★★★ (Pendente de revisão. Sigam-me no letterboxd para actualização)

“A Night of Horror – Nightmare Radio“

Halloween 2026 - A Night of Horror – Nightmare Radio

Tenho agora a oportunidade de vos trazer uma antologia de terror que passou no Fantasporto em 2020. “A Night of Horror – Nightmare Radio” é uma compilação consistente e homogénea (em termos qualitativos) de 7 curtas-metragens realizadas entre 2012 e 2017, com uma nova estória que serve de base aos diferentes segmentos. E o problema que tenho com o filme é precisamente a estória nova, que nunca parece estar à altura das curtas escolhidas. Escrevi na altura que “esta é uma excelente antologia, com contos tensos e aterrorizadores, dirigidos por pessoas diferentes mas que parecem ser de uma só. E esse ecletismo é surpreendente.” Vale a pena revisitar no Halloween 2026.

Classificação: ★★★½★

“Prince Of Darkness“

Halloween 2026 - Prince Of Darkness

Que melhor maneira de acabar as minhas sugestões para o Halloween 2026 do que com um clássico de John Carpenter?

“Prince Of Darkness” é considerado por muitos o filme que melhor personifica a obra de Carpenter. O seu rigor conceptual, a sua atracção pelo oculto e forças do mal, conspirações e mistérios, gestão de recursos e actores, banda sonora própria, etc. Criado na altura em que Carpenter mais trabalhou, este filme é um compêndio da sua essência artística. Não é o filme que mais gosto dele, longe disso, mas há aqui um magnetismo estranho, uma atracção quase hipnotizante pelas forças do mal que nos envolve desde o inicio, talvez por empatia com o excelente elenco (Donald Pleasence, Victor Wong e Alice Cooper) que torna verosímil esta bizarria.

Classificação: ★★★½★

Gostaram destas sugestões para o Halloween 2026? Vão aproveitar alguma? Digam-me tudo nos comentários abaixo.

Bom Halloween 2026!

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